Chez Cultura

TEATRO
Por: Dionísio A.

As Bruxas de Eastwick




 
18:00 na cidade de São Paulo, caminho pela Avenida Paulista com a intenção de entrar no metro. Sem pensar muito entro na estação Consolação que fica na Avenida Paulista para pegar a estação Paulista que fica na Avenida Consolação. Que confusão! Caminho pelos labirintos subterrâneos seguindo o fluxo num ritmo imposto pela multidão. Depois de algumas esteiras, que estão desligadas, e várias escadas rolantes, finalmente chego à linha amarela do metro.

Caminho pela primeira vez num trem com a possibilidade de andar pelos vagões na linha mais moderna da cidade.

Depois da aventura, subo em Pinheiros para conhecer o novo Largo da Batata, que ainda está em acabamento. Um prédio roxo ou lilás se destaca no cinzento bairro. Sem muita dificuldade, adentro o instituto “Tomie Ohtake”. Uma exposição do Charles Chaplin me convence de conhecer melhor o edifício e mostrar a modernidade de um artista versátil. Incrível!

Dessa vez, ganhei um convite de um amigo para assistir o musical “As Bruxas de Eastwick”, no moderníssimo Teatro Bradesco. Já na entrada sou recepcionado de maneira gentil e cortes, e acompanhado até o elevador para chegar à minha poltrona, que ficava confinada nas alturas do teatro imenso. O espetáculo é uma adaptação e direção de Charles Möeller e Claudio Botelho para peça de John Dempsey e Dana P. Rowe. Entre 26 atores, cantores e bailarinos, Eduardo Galvão interpreta o diabólico Darryl van Horne. Muito à vontade como um sedutor irresistível, Galvão encarna um sujeito que aparece para tumultuar a vida de três amigas (as atrizes Maria Clara Gueiros, Sabrina Korgut e Renata Ricci). Entediadas e solitárias, elas encontram em Horne a chance de quebrar a rotina. O quarteto não só se diverte como escandaliza a pacata cidade onde vive, tirando especialmente a defensora dos bons costumes Felícia Gabriel (a ótima Fafy Siqueira) do sério. Entre os vinte números musicais, encanta o momento no qual Maria Clara, Sabrina e Renata voam sobre a platéia.
 
Depois de muitos efeitos especiais, o barulho que me incomodava era o efeito do meu estomago reclamando por comida. Voltando para as ruas de Pinheiros, fui conhecer o Arturito, que estava bem cheio. Um dry Martini para começar e acompanhado de um Ceviche de Ostras frescas direto de Santa Catarina, como principal Barriga de Porco com uma saladinha com mostarda dijon, que estava espetacular. Uma criatividade rústica. Sem sobremesa, acabo minha noite ao som de Bebe, uma argentina inesquecível.