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Convida

Guto Lacaz




O subsolo de um edifício da Rua Pamplona é o canto criativo do artista plástico e designer Guto
 
 
Como é a sua relação com a comida?
Eu levo a estética para o meu prato. Gosto muito de comida japonesa por que é clean como eu, vem tudo separadinho. Mas eu sou difícil para comer, sou bem restrito. Feijoada, por exemplo, não gosto. Outra coisa curiosa sobre como eu como: eu gosto de comida absolutamente pelando. Por exemplo, como muito peixe, mas quando estou em casa e preparo minha comida, como o peixe direto da frigideira para não dar tempo de esfriar. 
 
Você já passou por alguma dificuldade por não gostar de comer quase nada?
Sim! Já fiquei bastante envergonhado por não ser fácil de comer. Teve uma vez que fui para Belém, no Pará, com o meu pai. Eu era moleque, mas nunca vou esquecer desse dia. Fomos almoçar com alguns amigos do meu pai, e quando chegamos lá, eu morto de fome, eles serviram para nós uma iguaria da região: Pato à Tucupi. É uma receita típica que demora uma semana para preparar. Eu cheguei lá, olhei para o pato... ele olhou para mim... e fizemos um acordo: ele ficou no canto dele e eu no meu. Não tive coragem de encostar no prato! 
 
Que restaurantes você frequenta aqui em São Paulo? 
Eu vou muito ao Ritz, mas também gosto muito de reunir a minha família no Buttina, na Vila Madalena. É uma tradição, eu ia muito lá com meus pais, gosto de ir lá com a minha família. Uma coisa que eu observo muito nos restaurantes, e gosto, é quando eles têm uma coleção de obras própria. Acho que faz parte da personalidade do local. 
 
Como artista, qual a sua opinião sobre restaurantes que também são galerias de arte? 
Os artistas sonham sempre com um enorme espaço repleto de paredes em branco, onde possam colocar seus trabalhos. Porém, aqui em São Paulo há muito poucos espaços como esses, e a demanda de artistas só vem crescendo. É natural que alternativas, como criar espaços destinados à exposição de obras de arte em restaurantes, sejam criados. Mas acho que é preciso colocar um espaço adequado para isso, por que não dá para ficar olhando os quadros atrás da cabeça de quem está jantando, por exemplo. Além disso, os restaurantes precisam de um curador que saiba montar essa exposição e respeitar o perfil de casa, ver se o espaço casa com o perfil da obra do artista.
 
Você exporia uma obra sua em um restaurante? 
Sim, desde que todas as condições fossem perfeitas! Sou muito ciumento com minhas obras. Uma vez emprestei um móbile para um restaurante, quase não dormi de preocupação com ele. As pessoas não respeitam, colocam a mão... 
 
Que projetos você está tocando no momento?
Esse ano não vou fazer performances, tem a Bienal, que é uma concorrente muito forte... No momento estou tocando meu trabalho de designer, com o que ganho eu posso ficar tranquilo para investir nas minhas performances. 


 

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