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Convida

Paulo König




Em sua nova empreitada Paulo fala sobre suas expectativas para o sucesso do Le Pain Quotidien em São Paulo.
 
Você tem uma longa trajetória na sua carreira profissional, nos conte algum fato marcante até chegar ao Le Pain Quotidien.
 
Eu me formei em química antes de fazer gastronomia, nunca me imaginei na cozinha antes, e senti que me dei bem quando entrei pra área. Tive muitas experiências como no Le Vin, onde passei a ser Chef da confeitaria e padaria, mais da confeitaria. Antes estava trabalhando na Europa e em Londres por curiosidade eu passava todos os dias na frente de uma loja da Le Pain Quotidien para ir ao trabalho. Eu achava muito bacana o espaço e várias vezes fui comer lá e passar um tempo, gostei muito.  Despertou uma vontade de poder trabalhar ali um dia, até pensei em tentar uma vaga na época, mas não dava. No trabalho, um dia fui abordar um grupo de pessoas que acabaram de chegar na pâtisserie e eles me falaram que eram os empreendedores que estavam trazendo a rede para São Paulo e, queriam conhecer os produtos que tinham por aqui. Eles retornaram e me fizeram a proposta de Chefiar a rede, mas nos primeiros momentos eu recusei. Deram-me um tempo para pensar, a vontade reviveu e acabei aceitando o convite. Fui enviado para um treinamento em Nova Iorque, para aplicar aqui. Espero que vocês gostem.
 
 
Quais são as suas expectativas do seu trabalho para agora?
 
Muito boas! Mas agora com uma responsabilidade diferente, além de chefiar a equipe da confeitaria, padaria e cozinha, tem agora o nome da rede, tenho que manter o nível e qualidade de como é conhecido em outros países. É um projeto e uma experiência muito boa, aprendi muito no treinamento em Nova Iorque. E é algo com que eu já gostaria de trabalhar. Fico feliz pela credibilidade e oportunidade que me deram.
 
 
E agora quais as suas opiniões quanto à aceitação do Le Pain Quotidien no Brasil?
 
Quando eu estava em Londres pensava muito sobre isso, as madeiras de reuso nos móveis e piso, a rusticidade e simplicidade dos produtos, tem tudo a ver com o Brasil. Poder ir a um lugar desses e ficar tranquilo, ler, trabalhar, encontrar com os amigos e poder tomar um cafezinho comer um bom pão, é bem a cara daqui, um lugar aconchegante que faltava em São Paulo.
 
 
E sobre a “mesa comunitária”?
 
Esse é um preconceito que precisamos quebrar. Lá fora o espírito comunitário é muito comum e não se tem problema ao dividir o espaço. Acaba sendo contraditório nós, brasileiros, somos tão acolhedores, calorosos, hospitaleiros, mas não gostamos de compartilhar o espaço.  Quando estava em Nova Iorque, me contaram que tinham receio do conceito da mesa não funcionar devido a individualidade do povo e, para a surpresa de todos deu muito certo. Espero que aqui as pessoas experimentem e começem a mudar suas idéias, a mesa serve de incentivo. E não é só porque se senta ao lado de pessoas desconhecidas que devemos puxar assunto, é pra ficar à vontade.
 
 
Qual será o produto de destaque? Terá algo brasileiro?
 
O Pão integral redondo é o carro chefe. Tem a casca crocante e miolo compacto como um pão parecido com um pão italiano, leve e gostoso. Ele será usado em alguns pratos e é a base para todas as nossas tartines. De produtos brasileiros agora para a inauguração só mesmo o pão de queijo, que não pode faltar. Mais adiante quero tentar incorporar algumas frutas mais típicas  em sucos, saladas e sobremesas.
 
 
Como foi o processo para conseguir a farinha de trigo orgânica aqui em São Paulo? E quais são as suas vantagens?
 
Não tivemos dificuldades em encontrar fornecedores de farinha orgânica, agora estes tipos de produtos estão em alta e temos fácil acesso. Fizemos testes com variados tipos de farinha e optamos pela que nos atender melhor e dá o melhor resultado esperados nos pães. O problema é que são produzidas em uma quantidade menor do que a farinha normal, por ser orgânica tem as suas necessidades especiais.
Só de pensarmos que é orgânico ficamos com a consciência mais leve, e acabamos deixando de ingerir agrotóxicos. Sem contar no impacto ao meio ambiente que é reduzido. Mas devemos fazer desse consumo um hábito cotidiano na alimentação em um geral. Não adiante escolher só o pão orgânico se todo o resto não condizer. Aqui no Le Pain Quotidien praticamente todos os ingredientes são orgânicos, é a preferência. Os que não são, é por falta de opção no mercado.
 


 

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