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Bruno Fagundes




Com apenas 22 anos, Bruno Fagundes, expoente da dramaturgia, se prepara para encenar peça ao lado de seu pai, Antônio Fagundes. Na entrevista a seguir, o jovem fala sobre esse próximo trabalho, cultura em São Paulo e  conflito de gerações.
 
 
Você é filho de dois importantes atores, Antônio Fagundes e Mara Carvalho. Como surgiu seu interesse pela profissão? 
 
Sempre fui muito apaixonado por arte. Meu interesse pela profissão de ator veio aos poucos, conforme fui amadurecendo dentro de mim como queria expressar essa paixão. Claro, ter dentro de casa dois exemplos de sucesso influencia. Mas tomei meu tempo e fui me descobrindo aos poucos, e com muito estudo.
 
 
Você começou a trabalhar ainda criança. Aos 22 anos já fez oito peças, três filmes e um show musical. Como foi ser uma criança e adolescente que trabalha?
 
Eu sou muito apaixonado pelo que faço. Sempre ansiei pelo trabalho, desde cedo. Acredito que o trabalho dignifica o homem. Não sou muito experiente, mas sou muito grato pelas experiências que já vivi profissionalmente.
 
 
Você prefere teatro, cinema ou TV? Por quê?
 
Sei que pode parecer clichê, mas não tenho preferência. Essas três linguagens, apesar de diferentes, se complementam muito.
 
 
Dia 29 é a estréia da peça Vermelho, na qual atuará com o seu pai. Qual sua expectativa?
 
Altas expectativas! Depois de tanto tempo estudando e nos aprofundando nessa peça, queremos muito saber o que as pessoas vão achar.
 
 
De quem partiu a iniciativa de atuar juntos?
 
Aconteceu quase que naturalmente. Nós entramos em contato com esse texto ao mesmo tempo, porém de maneiras diferentes. Foi uma coincidência. Assim que li a peça, pensei nele e ele pensou em mim.

 
O diretor afirmou em entrevista que a peça “é uma troca de conhecimento, mas, ao mesmo tempo, um enfrentamento de gerações”, justamente estreada por pai e filho. Nesse contexto, o que atuar com seu pai atrapalha, e o que é vantajoso?
 
Não diria que atrapalha ou ajuda. Acho que o texto e as ideias discutidas são tão ricas e bem estruturadas que o fato de sermos pai e filho acaba ficando em segundo plano. O conflito de gerações faz parte de um movimento cíclico, natural em qualquer âmbito. É muito divertido levar isso pro palco com dois personagens tão intensos e complexos, com uma relação tão emocionante. Mas, claro, o fato de ser meu pai, deixa esse contexto mais divertido.
 
 
O que o público deve esperar do seu personagem?
 
Ken é um personagem muito rico, muito interessante e sensível. Ele é um cara maduro, coerente com seu tempo e de personalidade forte. É um indagador, um amante de arte.
 
 
O que você, como ator, indica na cena cultural de São Paulo?
 
Sou fã de musicais e nossa cidade está sendo presenteada nesse começo de ano com grandes produções: Tim Maia, Priscilla a Rainha do Deserto, Fame. Impossível também não indicar o espetáculo Ator Mentada, que é um stand up comedy com músicas. É muito divertido.
 
 
E sobre gastronomia? Que lugares você gosta de frequentar em São Paulo e no mundo - e por quê?
 
Sou um bom apreciador de comida. Amo comer (risos)! Gosto muito de restaurantes diferentes com combinações interessantes. Adoro o Obá Bistrô na Melo Alves, Marakuthai na Itu e Mercearia do Conde na Joaquim Antunes.
 
 
Você cozinha? Qual a sua especialidade?
 
Infelizmente, não sei nem cozinhar um ovo. Mas posso dizer que sou um especialista em brigadeiro.


 

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