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Convida

Ricardo Napoleão




O Chez Croque conversou com O Ricardo Napoleão. Ator, comediante, dançarino, ele também foi aprendiz do desenvolvedor de técnicas corpóreas Jacques Lecoq. E nos conta como é que cria os seus personagens.
 
O que te levou para esse mundo das artes cênicas? Como foi se tornar ator?
Sempre gostei de inventar histórias, inventar personagens e mostrar os meus "inventos" para a família e amigos. Apenas continuei a fazer o que fazia quando era criança. Tornar-me ator foi natural, acreditei no sonho e fui em frente!
 
Como foi para você ter aulas com o Jacques Lecoq, um grande ator? O que é a técnica que ele fundamentou e a sua importância no teatro?
Jacques Lecoq é um mestre do teatro contemporâneo. Foi uma sorte muito grande poder ter aulas com uma pessoa apaixonada pelo que faz. Ele me mostrou um mundo novo, repleto de criatividade e técnica. Foi uma honra fazer o prefácio da edição brasileira do livro "O corpo poético" escrito por ele, pois ali encontramos tudo o que ele desenvolveu durante 40 anos na sua escola em Paris.
 
Você leva algo do seu cotidiano, das suas característica e vida para os seus personagens? Como é isso?
Meus personagens são minha própria criação. Existe uma troca e a vida me inspira o tempo todo a criar novos tipos. Bebo na própria vida e estou sempre atento ao que acontece, tenho uma alma de escritor e levo meus inventos para o palco.
 
Como comediante o qual a sua opinião sobre o stand-up comedy? Fizeram até um bar com palco específico para esse tipo de apresentação em São Paulo. Comente.
Gosto da diversidade, gosto que haja todo tipo de humor, todas as linhas. Acho bom que o Brasil esteja descobrindo um estilo que existe há tanto tempo, e que já foi tão bem realizado aqui por Chico Anísio, Jô Soares e tantos outros!
 
Desde 1989 quando você ingressa na Cia. de Teatro Dança de Pina Bausch na Alemanha, não parou mais, fazendo novos cursos e estreando em vários países como Londres e Paris. Na sua visão profissional o que falta na formação de atores no Brasil?
Foi maravilhoso estrear em Berlin com um trabalho dirigido pelo dramaturgo da Pina Bausch, o Raimund Hoghe. Ele fez a dramaturgia dos primeiros espetáculos da Cia de Pina Bausch, mas tem um trabalho muito autêntico e hoje cria os seus próprios espetáculos. 
Circular por estas cidades trabalhando aconteceu devido esta porta que se abriu em Berlin e a partir daí tive mais espaço para mostrar o que faço. Ter uma base no Brasil sempre foi o meu sonho e por isso me dedico à minhas criações principalmente a partir do Brasil.
Realmente precisamos de escolas que tenham um leque maior de possibilidades técnicas além de mais profissionais na área de criação e dramaturgia. Precisamos ouvir mais o público e nos adaptar aos tempos.
 
Agora vamos falar sobre o seu ultimo espetáculo Os Descarados, onde você interpreta noves personagens diferentes muito engraçados. Fale um pouco. Os personagens se conectam? E de onde surgiram?
Este espetáculo está sendo construído neste momento. Minha experiência no exterior me deu uma curiosidade ainda maior sobre os tipos humanos. Sua pergunta é ótima. O que nos conecta? Estou sempre em busca de saber isto. Assim crio meus tipos para este solo que crio agora.
A busca gera encontros surpreendentes como uma "professora alemã de pandeiro". Ou um indiano, "Pranandabara" que trabalha em uma rede de TV falida da Índia e é sempre enviado para o local errado. 
Todos os meus personagens são uma soma do que vi, um pouco do que vivi com leves pitadas do que inventei.
Existe sim uma conexão entre eles, mas eles são livres. Convido a todos para assistir OS DESCARADOS. Aviso quando estrear no meu site. Já estamos começando a agendar apresentações.
 
A pergunta que não podia faltar. E você cozinha na sua casa? Qual prato mais gosta de fazer?
Adoro uma boa mesa. Quero fazer um espetáculo baseado em cozinha um dia! Sou de família mineira com tradição nessa área, minha vó era doceira. Meus pratos são muito parecidos com meus espetáculos: inventados. Dizem que tenho a "mão" para a cozinha. Sei que adoro cozinhar para os outros, principalmente. Gosto de mistura temperos e vou muito ao Mercado da Cantareira descobrir novos temperos e me inspirar.
A culinária que mais aprecio é a indiana... Mas adoro uma massa, a comida italiana... mas a cozinha mexicana é demais...ai a cozinha de Minas Gerais...não posso deixar de falar na cozinha japonesa, o Sushighen com seu shirashi sushi especial delicioso...bom como percebem, quero comer o mundo.
 
Queremos saber quais são os seus próximos projetos?
Vou me apresentar no SESC Belenzinho e Bom Retiro. Aliás, estou indo para lá agora! E estrear "OS DESCARADOS".  Além de uma nova peça em 2012, para três atores, mas esta é surpresa! Aviso tudo no www.ricardonapoleao.com.br 
 


 

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Chez Convida

 

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