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Convida

Helena Montanarini




A convidada dessa semana é a consultora de moda masculina Helena Montanarini. Ela nos conta sobre a sua mãe que se tornou Chef da famosa Casa Europa. Ainda fala sobre o mercado de moda e se abre para nos contar sobre suas preferências e dotes culinários.
 
Helena você têm família com raízes italianas, e como todas, ligadas de certa forma à cozinha. Como é a história do sucesso da sua mãe com Casa Europa?
Tenho 100 % de sangue italiano, meus ancestrais vieram de várias partes da Itália, do norte ao sul!
Quando éramos criança, minha mãe não era chegada à cozinha, mas era excelente dona de casa e formou ótimas cozinheiras. Ela não tinha ideia que um dia se tornaria uma Chef de cozinha tão famosa.
Maria Montanarini, a Chef, começou sua jornada quando abriu com as suas duas irmãs sicilianas um restaurante de cozinha da mesma região chamado Il Garfano Rosso na Alameda Tietê. Logo que abriu fez o maior sucesso. Porém depois de cinco anos para infelicidade dos clientes o restaurante fechou.
Eu no momento estava morando em Paris como correspondente de moda. Era jornalista e tinha um escritório de consultoria para as empresas no Brasil, que na época eram carentes de informações no assunto.
Quando voltei para São Paulo um amigo meu, Américo Marques da Costa me ofereceu uma sociedade em um restaurante com uma condição, que minha mãe fosse a Chef. E assim nasceu a Casa Europa. Fui uma das sócias financeiras, mas nunca tive atuação no restaurante. Foram 15 anos de sucesso e de lá saíram alguns festivais famosos como o de Alcachofra e o Bollito.
 
Sabemos que é considerada umas das compradoras mais importantes e de moda masculina no mundo. Como foi a sua trajetória para o mundo da moda?
Sou formada em Desenho Industrial, mas nunca trabalhei nesta área. Logo que me formei fui convidada por uma amiga, a Ana Ferreira para trabalhar como produtora de moda na Editora Abril. Foi ai que tudo começou.
Por ser uma pessoa que gosta sempre de desafios e de aprender, fui morar em Paris e depois em Milão no começo dos anos 80. Para conseguir me sustentar lá, abri um escritório de consultoria de moda que foi uma grande experiência de vida e crescimento profissional.
Na volta fui convidada pelo André Brett para ser a diretora da loja Giorgio Armani no Brasil. Também fiz o projeto da Daslu Homem onde tive a oportunidade de vivenciar de perto as principais marcas mundiais de moda masculina de luxo. E por aí foi.
 
Você deve ter pesquisado bastante sobre o mercado de moda brasileiro. Como ele anda?
Sou convidada para dar aulas e palestras sobre estilo e sobre o mercado masculino que é a minha especialidade. No Brasil a moda masculina ainda está bastante carente, não conseguimos ter a mesma qualidade da moda italiana e da inglesa. Ainda será preciso investir nas indústrias, na matéria-prima e, sobretudo na mão de obra especializada.
 
Quais são as exigências masculinas quando se fala em moda? Eles se preocupam com tendências?
Hoje o homem tem informação sobre moda, viaja e segue as tendências. Com a entrada das marcas de luxo no Brasil os clientes ficaram mais exigentes e entendem quando o produto é de boa qualidade. Os homens se vestem na moda e estão se preocupando com a aparência e bem estar. Fazem yoga, pilates, cortam cabelo em bons cabelereiros, vão às compras com prazer e até buscam saber mais sobre o assunto em site e revistas especializadas.
 
Com o seu trabalho te exigindo muitas horas por dia ainda conseguimos aquele tempinho para comer. Qual o seu restaurante favorito? E o prato de lá que mais gosta?
Sou bastante cuidadosa com a alimentação, não como carne vermelha, nem frituras, nada congelado, em conserva ou enlatado.
Escolher um bom restaurante para mim é uma luta. Com a família que tenho, onde todos cozinham bem, acabei me tornando mais exigente para comer.
Quando posso vou ao Moinho das Pedras, um dos melhores restaurantes naturais do mundo! A Chef Tatiana faz um trabalho bastante consciente, é de comer "de joelhos" como diz o ditado.
A gastronomia japonesa é onde encontro o meu equilíbrio e prazer, o restaurante Kosushi e o estilista Jum Nakao.
Perto de casa tenho excelentes restaurantes e adotei o Maní e o Filippa. No Dom sempre peço o espaguete de pupunha.
 
Agora, e em casa Helena, você cozinha? O que mais gosta de preparar? Comida de mãe é sempre muito boa, quando a família está reunida não pode faltar o quê?
Tenho saudades da Casa Europa, mas devo dizer que sou uma filha de sorte porque quando tenho vontade de comer algum prato específico ligo para ela e sei que faz com o maior prazer. Agora está na época de alcachofra, já encomendei uma recheada que é a minha preferida. Como sou vegetariana ela desenvolveu excelentes receitas a base de soja. Seu último livro Soja Gourmet é uma preciosidade pra quem não come carne.
Hoje o almoço de família é feito na casa do Duílio, meu irmão que cozinha muito. Meu avô materno também gostava de ir para a cozinha e me lembro desde pequena o cheiro do seu spaghetti!
Eu adoro cozinhar para os amigos, não tenho um grande leque de especialidades, mas tenho receitas famosas como: Risotto de Zucca (risoto de abóbora) e Pappa al Pomodoro (papa com tomates, feita com pão italiano) - este último tenho fãs adeptos! 
Sempre quando viajo gosto de comprar um livro de cozinha, tenho uma boa biblioteca sobre o assunto.
 
Por último fale um pouco sobre os seus novos projetos.
Depois de sete anos resolvi abrir novamente meu escritório de consultoria de moda e estilo onde venho realizando projetos de 360 graus na área da moda sejam para o mercado nacional como para o internacional.
Atualmente estou desenvolvendo um grande projeto para a empresa Le Lis Blanc no segmento masculino.
 


 

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