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Convida

Diogo Vilella




O ator Diogo Vilela conversou com o Chez Croque sobre o musical Gaiola das Loucas, seus próximos papéis, budismo e sobre comer bem em São Paulo
 
 
Estava fazendo “A Gaiola das Loucas”, uma adaptação musical da Broadway. Parece que precisou fazer aulas de canto para esse trabalho. Quais foram os maiores desafios de fazer um musical? O que mais gostou, e o que não gostou?
Toda vez que faço um musical, procuro estudar as músicas. Faço aula de canto há 16 anos e aproveito esses momentos para isso. No caso da "Gaiola das Loucas”, assim que o Miguel (Falabella) me convidou, consegui as partituras com uma amiga de São Paulo e aprendi. Foi um processo que teve muita preparação, Quando os ensaios começaram, eu já sabia tecnicamente as músicas. É enorme a dedicação e responsabilidade que se tem ao fazer um espetáculo desse porte, com uma partitura lírica. Por sorte o meu tom era o mesmo da partitura, então cantei de acordo com o arranjo original. O cotidiano do espetáculo é, na minha opinião, a melhor parte. Sou muito exigente, então, por medo de não ter energia suficiente para o espetáculo, eu não saio há um ano para me resguardar, e faço todo dia a mesma coisa. Isso me deixou um pouco só. Mas isso tudo vale a pena! Fomos acolhidos de forma muito especial pelo público, principalmente em São Paulo! 
 
Você está no elenco da próxima novela do Miguel Falabella. Como será esse papel? Parece que ele foi escrito especialmente para você...
Sim, o Miguel escreveu um papel especialmente para mim, coisa que não acontecia comigo em televisão há 11 anos. Fiquei feliz, é muito gratificante receber um papel como o de "Felizardo", que será meu nome na nova novela dele. Sobre o papel, é surpresa, não devo contar muito, mas trata-se de um ótimo personagem, e  espero me dedicar tanto quanto me dedico no teatro! 
 
Falando sobre o Falabella, vocês são amigos  e essa parceria também já rendeu muitos trabalhos de sucesso. Como é trabalhar com o Miguel?
O Miguel sendo da minha geração, tem o mesmo humor que eu, então fica uma delícia conviver, voltar a descobrir nossa amizade que vem desde muito tempo, quando éramos adolescentes. O melhor dele, acho, é o carinho que tem pelo outro, o respeito quando se apaixona pela pessoa, ou seu trabalho. É o meu caso. Eu também me envolvo desse jeito com meus colegas, e fiquei fascinado com a forma que ele trabalha, através da admiração! Eu sou igual, e tenho muita admiração por ele! Acho que é geracional.
 
Você está trabalhando em algum outro projeto? O que será?
É um projeto que venho trabalhando em paralelo faz dois anos. Estou pesquisando sobre Ary Barroso. Quero vivê-lo no palco, e contar a vida de um dos maiores autores de nossa Música Popular Brasileira. O texto é meu e se chama "Ary Barroso do princípio ao fim". Será minha estréia como autor em teatro!
 
Qual foi o personagem mais marcante que você interpretou ao longo da sua carreira? Por quê?
Acho que o divisor se águas foi Hamlet de Shakespeare, que produzi em 2001. Foi o começo de um aperfeiçoamento que trabalho até hoje! Me deu muita técnica fazer uma peça assim tão psicológica e com texto do Millôr Fernandes, muito inspirador em sua tradução. Foi duro, mas prazeroso! Ficamos um ano em cartaz, e o espetáculo tinha quatro horas! Lotava sempre, para meu orgulho e alegria, pois desde criança, quando li o texto, queria fazer essa peça!
 
Li em uma entrevista você comentando que era budista há cerca de 20 anos e que foi o teatro que te levou para esse caminho espiritual. Como aconteceu esse processo? 
O Budismo é filosofia pura, e eu tive a sorte de encontrá-lo em São Paulo, no final dos anos 80. Foi definitivo, faço minha reza sempre antes de entrar em cena. Mas, ultimamente, também tenho lido os Salmos, que eu não conhecia.
 
Parece que você é bastante caseiro, quando a fome chega, o que mais gosta de comer?
Sou mal-acostumado, tenho uma excelente empregada há 25 anos, e cozinha muito! Adoro em especial a lasanha de berinjela que ela faz. Minha comida é toda feita com a nutricionista Claudia Cravo que é excelente médica, e me fez perder os 9 kg, que ganhei quando parei de de fumar em 2004. Quando estou em São Paulo, como muito no "Farfalla " e no "Mestiço" São ótimos restaurantes.
 
Quais as suas preferências gastronômicas? Há algo que você não come de forma alguma?
Não como frituras na rua, só em casa. Também nada gorduroso, nem comida pesada. Em São Paulo se tem uma comida de qualidade, mas às vezes o tempero em excesso me pesa! No Farfalla, em especial, como sou conhecido frequentador, a Ana cozinheira faz sempre algo gostoso e especial para mim, sem muito tempero, e eu adoro, claro!
 


 

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