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Convida

José Roberto Eliezer




 
Chez Croque conversou com José Roberto Eliezer, fotógrafo e cineasta, sobre tecnologia, projetos apaixonantes, filmar com Mojica, e claro, cinema.
 
Você é um gourmet e frequentava muito o restaurante Chez Croque. Tem alguma lembrança ou história engraçada que tenha acontecido no restaurante?
Só tenho boas lembranças do Chez Croque, o cardápio era ótimo!
 
Atualmente, que locais você gosta de frequentar em São Paulo?
Tenho frequentado bastante a cozinha aqui de casa, mas gosto de procurar lugares não tão badalados, fora do “circuito”.
 
Queria que você comentasse um pouco sobre o seu trabalho como diretor de fotografia. O que mudou com a utilização das novas tecnologias?
O que mudou com as novas tecnologias  é a maneira de abordar certos aspectos técnicos da fotografia, mas o espírito da coisa se mantém. Ou seja, mudam as formas de captação, mas a busca pela imagem adequada para contar determinada história continua a mesma.
 
Qual a sua opinião sobre o formato digital? Você acha que, por exemplo, é uma ameaça a estética do filme?
Hoje em dia as câmeras digitais profissionais melhoraram muito, e ainda continuam a evoluir. Ainda existem diferenças entre captar em película ou digital, mas os formatos tem se aproximado muito. Não vejo ameaça, e sim uma ampliação do leque de opções.
 
Quais são suas recomendações para um jovem que queria se aventurar no mundo do cinema e da fotografia hoje em dia? A oferta de equipamentos é tão variada...
Na real, essa variedade é bastante democrática por um lado, pois permite que projetos com baixo (ou nenhum) orçamento se viabilizem. A recomendação é de não querer conseguir um resultado profissional com um equipamento amador, isso só vai gerar frustração.
 
Vou falar sobre o Cheiro do Ralo por que eu adoro esse filme.... Li que você e toda a equipe, inclusive o Selton Mello, abriu mão do cachê por ter se apaixonado pelo projeto. Como foi isso? O que, na sua opinião, esse projeto tinha de especial?
Especial no projeto era a obra que originou o roteiro, o livro do Lourenço Mutarelli, que é de  uma originalidade apaixonante. O projeto era muito bom, mas não tinha dinheiro para ser realizado. A equipe em geral recebeu, abaixo do normal, e os cabeças de equipe entraram como co-produtores, num contrato de risco.
 
Algum outro projeto já te cativou dessa maneira? Qual e por qual razão?
Todo projeto com bom roteiro e/ou bons amigos sempre me cativa. Cinema é um esporte coletivo, uma boa equipe é sempre entusiasmante, sejam quais forem as dificuldades.
 
No cinema, já ganhou inúmeros prêmios como diretor de fotografia. Há algum trabalho em especial que seja o seu preferido?

Gosto muito de vários filmes que fotografei, mas no momento meu xodó é um filme da Suzana Amaral, chamado “Hotel Atlântico”, que foi muito mal lançado  e muito pouco visto. Cito também o “Cabeça a Prêmio”, do Marco Ricca e “Luz nas Trevas”, de Icaro Martins e Helena Ignez.
 
Você fez a fotografia do Encarnação do Demônio, como foi trabalhar com o Mojica? Não ficou com medo das lendas e histórias sinistras que cercam os filmes do diretor?..
Trabalhar com o Mojica foi uma honra tremenda. Ele é um criador que respira cinema e tem um trabalho extremamente original e visionário. Antes do filme começar mergulhei na obra dele para aprender o “Mojiquês”, e fiquei muito orgulhoso com o resultado fotográfico do filme.
 
Você está filmando algo no momento? Quais são os seus próximos projetos profissionais?
No momento estou filmando uma minisserie para a Pródigo/HBO. O tema é futebol, o trabalho ainda está no começo. No meio do ano será lançado o “Ässalto ao Banco Central”, direção de Marcos Paulo, que ficou muito interessante.


 

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