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Convida

Ana Soares




O Chez Croque conversou com a chef Ana Soares sobre arquitetura, caroços de laranja, parangolés e vitrines
 
 
Qual a sua relação com a cozinha?
Sou arquiteta de formação e cozinheira de paixão. A cozinha é tudo o que eu tenho de memória feliz na vida! Sempre foi um ponto de encontro familiar em volta da mesa. Todas as mulheres da minha vida foram honradas e idolatradas por estarem na cozinha. Aprendi a cozinhar com a minha mãe, minha avó e com as minhas tias. 
 
Você é formada em arquitetura, como se tornou chef?
Eu fui buscar a arquitetura para trabalhar uma sensibilidade diferente. Fiz um caminho torto, mas aprendi muita coisa com a arquitetura. Assim que casei fui morar em Paris, onde passei três anos e meio, e lá eu enlouqueci com os cheiros e com as vitrines de comida. Eu não queria mais saber de arquitetura, eu queria olhar vitrines e sentir os cheiros! Foi lá que o embrião da minha profissão atual apareceu, que eu vi que era uma profissão valorizada.
 
Você já trabalhou com moda...
Quando tive filho resolvi fazer as roupas para eles, era tudo muito chato e feio. Fiz parangolés, que são umas esculturas de vestir! Então fiquei um tempo fazendo roupas de criança!
 
Qual sua especialidade na cozinha?
As massas são a minha especialidade, elas me provocam! São uma base para qualquer coisa. É uma comida muito de alma, mas ao mesmo tempo pode ser tão sofisticada! As massas provocam a minha criatividade. E minha família também é italiana, então é fácil e rápido. Na minha opinião,  para fazer uma boa massa precisa de mais criatividade do que trabalho.
Tem alguma coisa que você não goste de comer de jeito nenhum? E o que você gosta de comer?
Eu como de tudo! A única coisa que não gosto é semente de laranja! Na verdade eu não como semente de nada (risos). Eu gosto de comer nos restaurantes que posso ir a pé da minha casa, e nos restaurantes dos meus amigos.
 
Qual é o segredo para ser uma boa consultora?
É preciso ouvir os clientes, traduzir o conceito. Isso muda e define o sabor da casa. Eu procuro fazer um conceito que reflita o que a pessoa quer sem ser literalmente o que ela quer. Na minha opinião esse é  o fio de condução para um bom trabalho, e conhecer a pessoa ajuda muito. Ela precisa se sentir dona do local e se apoderar de lá, se não, não dá certo!
 


 

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