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Convida

Ugo Giorgetti




Ugo Giorgetti conversou com o Chez Croque sobre ópera, Corda Bamba, seu próximo filme, política e gastronomia
 
 
Você acabou de dirigir uma ópera, como foi ? (Norma, de Vicenzo Bellini) 
A ópera é arte dramática como o cinema, é um trabalho com atores, como é no cinema. Mas eu não trabalho em uma única vertente, nunca tive problema em mudar. Muda a estética, mas você é obrigado a enfrentar essa mudança. Isso é desafiador. Eu nunca tinha trabalhado sobre um roteiro, ou sobre a obra de alguém. Trabalhar com uma obra como Norma é uma responsabilidade. Se a obra é de um gênio, então, a responsabilidade é maior ainda. O desafio é proposto pela própria genialidade da obra. Dever moral com o autor. 
 
Gostaria que você comentasse o seu último filme, o Solo. 
É um monólogo. Na realidade eu me apropriei do teatro e levei o monólogo para o filme. Fiz ao contrário. Coloquei uma prerrogativa do teatro no cinema. Chamei o Antônio Abujamra, que é meu amigo, e ele também se identificou com o trabalho, e então rodamos o filme. Simples assim!
 
Você está trabalhando em algum projeto agora?
Acabei de filmar o meu próximo filme, o Corda Bamba. Por conta da ópera eu precisei interromper, mas agora estou finalizando, escolhendo as cenas. Será um filme de época. O filme se passa durante a ditadura, mas não é sobre a ditadura. Será a vida de algumas pessoas nesse período, quando, apesar de tudo, a cultura fervilhava.
 
Você viu o filme do Lula? O que acha dele ser indicado para representar o Brasil no Oscar?
Eu não achei nada do filme por que eu não vi. Também não acho nada do Oscar. Acho uma estupidez fazer um filme pensando no Oscar. A não ser que você queira dar um tiro e acertar em um milhão. Falando em política, eu não sei em quem eu vou votar. Há a opção entre o ruim e o pior. Está muito ruim isso tudo aqui. Essa tentativa é quase um assalto ao poder! Para chegar lá vale tudo. E para manter o poder vale fazer tudo também. Eu acho que a política no Brasil vai muito mal. 
 
Quais suas preferências gastronômicas?
Eu sou muito simples para comer. Eu como qualquer coisa. Eu cozinho muito pouco. Mas eu não tenho sofisticações. Evito carnes muito gordurosas pois faço reeducação alimentar. Mas eu não tenho a vocação do restaurante. Acho que restaurante é um lugar de convívio, não para comer. Lugar de comer é em casa! No restaurante você vai para conversar com alguém. Mas mesmo assim, eu gosto muito do La Casserole, mais clássico, onde  vou há muitos anos e onde sei que serei bem atendido e comerei bem. 
 


 

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