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David Hertz




O chef e empreendedor David Hertz conversou com o Chez Croque sobre projetos sociais, gastronomia e suas viagens pela Ásia
 
 
Você viajou muitos anos pela Ásia, o que trouxe de melhor na bagagem?
Tirando os temperos e especiarias, a Índia foi um grande momento na minha vida, momento de descobertas. Foi lá que eu tive a consciência de que tinha que trabalhar com algo, que ainda não sabia o que era, mas que precisava fazer algo pelos outros. 
 
Como começou a Gastromotiva?
Quando voltei ao Brasil, mesmo trabalhando em restaurantes bacanas eu não via sentido. Queria uma proposta mais valiosa do que trabalhar, ganhar dinheiro e viajar. Um dia, fui à favela do Jaguaré, quando fui convidado para implantar um projeto social ligado à gastronomia, e propus um curso profissionalizante. Na mesma época, eu tive a felicidade de encontrar a Artemísia e eles me ajudaram a mudar minha forma de pensar, fiz inúmeras capacitações, cursos de gestão, viajei para um congresso no México e quando voltei ao Brasil resolvi começar o projeto Cozinheiro Cidadão. Desse projeto nasceu a Gastromotiva, que é minha paixão! Eu sou um empreendedor, gosto de fazer negócios e acho que iniciativas como essas vão salvar o mundo. 
 
Em 2009 você ganhou o Prêmio Folha Empreendedor Social.  E esse ano, o que quer realizar com a Gastromotiva?
Neste ano decidimos investir na incubadora de projetos. A Gastromotiva já ganhou visibilidade, agora eu estou cuidando aqui da casa, organizando a estrutura da empresa. Ano que vem vamos abrir quatro novos negócios e colocar a incubadora para funcionar. Depois que fui ao Terra Madre, senti que tínhamos que trabalhar também com a questão ambiental. Agora reciclamos tudo e trabalhamos com pequenos produtores. Essa educação em relação à importância ambiental é algo que eu já trago para meus alunos no curso. Além disso, estamos lançando uma linha de produtos próprios. 
Quem são suas maiores influências como chef e empreendedor social?
Tive uma experiência inesquecível quando estive no Vietnã, ano passado. Conheci um negócio social lá, o DEKO, um restaurante escola que existe há 15 anos. Eles têm um abrigo junto com o projeto, é incrível. 
 
Qual experiência gastronômica você nunca vai esquecer?
Há dois meses eu fui ao Fat Duck, em Berkshire, na Inglaterra. Foi uma das experiências gastronômicas mais maravilhosas da minha vida. Ficamos horas curtindo a comida, cada prato tinha uma história! Foi maravilhoso. Hoje em dia eu faço os roteiros das minhas viagens pautados pela gastronomia. 
 
De quais restaurantes você gosta em São Paulo?
Eu já frequentei muito o Mestiço, mas atualmente vou ao Tordesilhas, eles sempre me surpreendem! Eu já fui ao Chou, achei incrível, uma delícia! Mas eu gosto de comer em casa mesmo, vou almoçar em casa todo dia.
 


 

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