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Le Blé Noir - Rio de Janeiro


A descoberta do sarraceno e da fidelidade gastronômica

Le Blé Noir - Rio de Janeiro

O Le Blé Noir existe há não mais que dez anos. Se fossemos casados, mal teríamos completado bodas de zinco, o que não chega a impressionar. Mas quem seria casada com um restaurante, você se pergunta. Qualquer um que conheça o Le Blé Noir fica tentado a ter ao menos uma união estável. Se não quiser o compromisso, melhor evitar o encontro.

Antes que ilusões se criem é importante dizer que trata-se de um restaurante pequeno, que fica em uma rua típica de Copacabana, o que quer dizer: um bocado escura, abandonada, com uma loja de sucos e duas farmácias. Por dentro, a decoração é simples, os móveis beiram o desconforto e a iluminação à luz de velas incomoda meus olhos ávidos por detalhes. Piora. Eles abrem apenas para o jantar, de segunda a sábado e a não ser que você chegue às sete, a fila é uma certeza.

Há alguns anos, esse restaurante se tornou meu destino favorito. O mistério agrava-se um pouco antes de se esclarecer. A casa, como o nome diz, é especializada em trigo sarraceno. Até conhece-los, teria jurado que não gostava das famosas panquecas.

Em minha defesa, preciso dizer que a nomenclatura deve ser revista. Os crepes beges e macios não tem nenhuma relação com os invólucros de renda negra estaladiça que são feitas no Le Blé Noir. Por um tempo, pensei que o segredo fosse o sarraceno. Não é. Até à Bretanha eu fui, mas não encontrei nenhum que se comparasse aos do chef Alain Caro - não por acaso, bretão.  

Uma massa deliciosamente crocante sozinha não faz verão. Eles sabem disso e criaram recheios que causam dúvidas traumáticas. Com algum constrangimento, assumo que por seis anos pedi o mesmo: frehel, que combina camarões, uva fresca, cogumelos, champagne e creme de leite. A mudança demorou, mas desde então o menu foi bravamente explorado. Tartare de mignon, vieiras, atum fresco com roquefort, peito de pato com maçã, e figos caramelados com queijo de cabra e presunto cru. As combinações são muitas e a alegria sempre  prevaleceu.

 

Valentina Castello BrancoO 

As porções são generosas e é astuto dividir, principalmente se você tiver ambições em relação a sobremesa e se entregar à sidra da casa, que é ótima e responsável por uma camada extra de entusiasmo. O doce clássico são as trouxinhas recheadas de sorvete, cobertas de chocolate, com morangos e amêndoas. É maravilhoso, mas grande. Diferente do crepe de caramelo salgado, que tem o tamanho perfeito para ser compartilhado por dois garfinhos. Desde que o seu seja o mais rápido. 

 

Galeria


Serviço

Nome: Le Blé Noir - Rio de Janeiro
Endereço: Rua Xavier da Silveira 19 - Copacabana - São paulo - SP - 22061-010 [ VER MAPA ]
Contato: 21-2267-6969
Site:
Horário de Funcionamento:
 Segunda a Quinta - 19:30 a 0h
 Sexta a Sábado - 19:30 a 1h
Culinária:
Francesa 
Outras Informações:
Manobrista:
Lugares: 35 Rolha:

Cartões:
Crédito:
   Todos



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